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Desenhar lisboa

A manhã do dia 25 de julho, no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, aparentava ser como todas as outras. No verão são muitos os jovens e adultos que aproveitam as sombras do jardim para ler, escrever ou descansar. No entanto, esta seria uma manhã diferente. À medida que se caminhava pelos trilhos do jardim, e ao longo do lago, iam sendo denunciados, pelas t-shirts que usavam, alguns jovens que participavam na experiência “Desenhar Lisboa”, inserida na categoria de Arte e Cultura.


O núcleo desta experiência denominada “Desenhar Lisboa” é o encontro com Deus através de diversas formas artísticas e culturais, desde o teatro, ao cinema, passando pela música, a dança e também a pintura, o artesanato, a cerâmica e a olaria.




Para promover o encontro com Deus através da pintura e do desenho, foi entregue aos peregrinos um Caderno em branco que deverá ser usado durante toda a experiência. Mais concretamente, o objetivo será desenhar Lisboa através dos pontos de oração que são dados no início de cada dia. O dia de hoje foi dedicado à interioridade e, por essa razão, os participantes desta experiência foram em busca da tranquilidade do jardim da Gulbenkian, para que, de forma silenciosa e tranquila, pudessem ter uma manhã de oração.


A primeira pessoa avistada no jardim da Gulbenkian foi Maria, a líder da experiência. Foi difícil encontrá-la pois estava discretamente sentada à sombra de uma árvore, misturada entre pessoas que por ali passeavam. Encontrámo-la a rezar enquanto desenhava a paisagem que tinha à sua frente, aproveitando a natureza à sua volta como inspiração para os desenhos.


À medida que se entrava dentro do jardim, mais peregrinos se iam encontrando: estavam todos separados, introspectivos, deitados e sentados ao longo das sombras do jardim.


Andreas, da Colômbia, 25 anos, e a estudar arquitetura e engenharia civil, estava muito focado no seu desenho. Partilhou que está a viver esta experiência de forma muito positiva e que é muito bom perceber que os jovens que se juntam no MAGIS “creem que podem construir um futuro diferente, melhor, com mais amor, paz e reconciliação”.


Ao fundo do jardim estava Carolina, do Equador, que com 26 anos trabalha como advogada. Não tem background em artes e está a aproveitar esta experiência para sair da sua zona de conforto. O seu caderno estava repleto de notas e palavras, reflexões da manhã de oração que tinha vivido. Michelle, também do Equador, está a viver esta experiência MAGIS com muita alegria e expectativa sobre o que virá. “Sinto que os poucos momentos que tivemos juntos me aproximaram um bocadinho mais de Deus. Continuo a procurar essa aproximação com Deus através destas diferentes línguas e culturas que me mostram mais um bocadinho de Deus que antes não conhecia”.

Serão vários os lugares que estes peregrinos terão visitado e desenhado quando a semana chegar ao fim. O último dia será passado em Cacilhas, do outro lado do rio, até onde irão de barco, para que possam terminar esta experiência com uma perspetiva diferente: olhar para si a partir de fora. Cacilhas tem uma vista privilegiada para Lisboa e por isso o objetivo será ajudar os peregrinos a terem um olhar mais claro sobre a vida vista a partir de fora.




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